Oscar Bressame (SP)
Oscar Bressane, uma joia escondida no interior do estado de São Paulo.
Fica localizada a 470 Km da capital paulista, cidade de São Paulo.
De acordo com o censo demográfico de 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o município de Oscar Bressane, localizado no interior de São Paulo, possui 2.504 habitantes distribuídos em uma área territorial de 222,13 km².
Isso representa uma densidade demográfica de 11,12 habitantes por km², característica típica de cidades pequenas do interior paulista.
Oscar Bressane faz divisa com apenas quatro municípios: Lutécia, Echaporã, Pompéia e Oriente, reforçando sua posição estratégica na região.
Breve resumo até emancipação político administrativa
Os desbravadores, Jaime e André Sanches e Salvador Zurano, adquiriam uma gleba de terras nos arredores dos córregos da Cotia (saída pelo antigo matadouro) e da Bananeira (matadouro novo desativado).
Foi em 1921, no mês de dezembro, foi instituído Distrito de Paz.
Em novembro de 1938, passou a denominar Tabajara.
Foi agregado a Campos Novos Paulistas e voltou a ser chamado Vila Fortuna.
Posteriormente foi anexado ao município de Lutécia em novembro de 1944, sobre o título de Amarílis.
Foi em dezembro de 1948, erigido munícipio com o título de Oscar Bressane.
Um pouco da história de Oscar Bressane
Primeiro vamos esclarecer quem foi Coronel Sanches de Figueiredo?
Ele, natural de Alfenas, MG, mineiro como tantos outros, advindo ao interior do estado de São Paulo, muito provavelmente pelo fato histórico da crise do ouro do vizinho estado rico em exploração de minérios.
A história de Francisco Sanches Figueiredo teve início por volta de 1875 quando adquiriu terras José Theodoro de Souza, no início da fazenda Palmital. No ano de 1876 adquiriu a fazenda Taquara
Em 1889 (aproximadamente) mudou-se para São José do Rio Novo, atualmente em Icém, SP.
Após a morte do coronel Figueiredo, em 1912, loteou a fazenda Fortuna.Por isso, por muito tempo, os mais antigos chamavam a cidade de Vila Fortuna.
Cidade de Oscar Bressane
No dia 13 de novembro de 1933, a sede foi transferida para Vila Fortuna, antiga Fazenda Fortuna, localizada onde hoje está o município de Oscar Bressane, SP.
Em 30 de novembro de 1938, a sede foi transferida para Echaporã (aproximadamente 30 km), marcando uma nova etapa na sua trajetória.
Após seis anos, em 30 de novembro de 1944, a sede foi anexada ao município de Lutécia (aproximadamente 16 km), passando a se chamar Amarílis — nome inspirado na flor típica dessa região, naquela época.
No dia 24 de dezembro de 1948, após anos de crescimento e transformações, a localidade foi finalmente elevada à categoria de município.
O município de Oscar Bressane, no interior de São Paulo, recebeu esse nome em homenagem a Oscar Augusto de Barros Bressane, que atuava como assessor político e teve papel de destaque na região.
A escolha do nome buscou valorizar sua contribuição e preservar sua memória na história local
Durante o processo de emancipação política do município, Oscar Augusto de Barros Bressane faleceu tragicamente em um acidente automobilístico, deixando sua marca na história local e sendo.tragicamente em um acidente automobilístico, deixando sua marca na história local e sendo.
Povos originais
Essas terras eram habitadas por Caa-caing, traduzido por “gente do mato”.
Outros que povoavam eram coroados, por causa da cor do cabelo.
Os primeiros colonizadores
Foram chegando outros exploradores, afinal, o povos originários já exploravam essa região, por ano, quiçá séculos.
Os denominados Bandeirantes, chegaram na “boca do sertão”, nas proximidades de Campos Novos Paulista.
A fazenda Fortuna era propriedade dos Figueiredos e era muito imensa, como já vimos anteriormente.
Dois povos originários se destacaram por aqui: Caingangue a Caa-caing.
Oscar Bressane fica localizada no coração do estado de São Paulo.
Era ano de 1920, os desbravadores Cândido Luiz da Silva, Galdino Martins, José Botelho e Marciliano Pires de Moraes, chegaram a nossa região.
As terras eram férteis, isso atraiu muitas famílias, algumas advindas da Europa.
No ano de 1923, advindo de Itápolis, a família Giroto, se instalou no bairro da Água da Bananeira (onde nasci em 1977) na propriedade do Atílio Giroto.
A família do Ângelo Giroto, os filhos eram, dentre outros, Atílio, Antônio (Tonhão), Yolanda (casada com Ângelo Floreste), Osório e Agenor.
Abaixo uma imagem do Antônio Aparecido Giroto, popular Tonhão, importante fazendeiro da região do Canjarana, bairro Botafogo, próximo a capela São Roque.

Fonte: Câmara Municipal
Os pioneiros
Depois chegaram outros europeus, entre eles os espanhóis, sendo eles, André Espejo Bernal, Jaime Sanches, José Mansano Garcia e Salvador Zurano.
José Mansano Garcia tornou-se proprietário de parte da Fazenda Fortuna, doou parte do terreno para construção da capela, hoje sede da paróquia Nossa Senhora do Carmo, Diocese de Assis, SP.
Assim começaram a surgir os primeiros comércios, tais como o armazém do Florêncio Navarro e a drogaria do José Antero Roxo.
No ano de 1933 a Casa Libanesa, fundada por Elias Tanus, pai do Jorgem, Tânus Elias, popular Tominho Elias, pai do ex-prefeito, Marcos Antônio Elias (prefeito por duas gestão 2009-2016, Rosângela e Tânus Elias Junior – falecido em 1989).
O senhor Elias Tanus foi casado com dona Helena, a casa comercial e residencial ficava localizada, nas proximidades do atual correio, em frente a praça da igreja matriz, onde foi por muito tempo a casa do ex-prefeito Paulo Garcia Júnior e dona Nena, ambos já falecidos.
Não raras vezes dona Helena, pessoa extremamente caritativa, doava refeições aos viajantes, que se locomovia via animais (cavalos e bois) e muitos deles pernoitavam nas imediações do comércio do seu Elias Tanus.
Abaixo uma fotografia de seu Elias, dona Helena e seus filhos, alguns já citados anteriormente.

Administradores e legisladores
Começamos pelo poder excecutivo.
Prefeito
No dia 07 de outubro de 2024, Anselmo Giroto, PL, foi eleito com 1. 221 votos (57, 92%), com o vice, Francisco Cruz Neto, popular Chiquinho, filiado ao partido dos Republicanos.
Anselmo e Chiquinho foram eleitos para gestão de 2024/2028.

Anselmo Giroto é filho de Roberto Giroto, popular Beto do Niquinho, e Sebastiana dos Reis e irmão de Amauri.
Sempre teve sua trajetória marcada pelo compromisso com o cuidado e o bem-estar das pessoas, atuando na área da saúde como enfermeiro.
Em 2016, foi eleito vereador pela primeira vez, iniciando sua caminhada na vida pública com dedicação ao município de Oscar Bressane.
Em 2020, foi reeleito com uma votação histórica, tornando-se o vereador mais votado da história da cidade.
Durante sua atuação na Câmara Municipal, também exerceu a importante função de presidente do Legislativo, trabalhando com responsabilidade, diálogo e transparência.
Reconhecido pela população por seu trabalho e compromisso com a comunidade, em 2024 foi eleito prefeito de Oscar Bressane para o mandato de 2025 a 2028, assumindo a missão de continuar cuidando das pessoas e promovendo o desenvolvimento do município.
Na administração atual o vice-prefeito é Francisco Cruz Neto, popular Chiquinho.

Presidente da Câmara – Giancarlo Girotto, PSD, eleito com 134 votos.

Vereador Edivando Gomes, PL, eleito com 130 votos.

Vereadora Fernanda Regina Tayetti Arantes, republicanos, eleita com 47 votos.

Vereador Kaio Esmolare De Andrade, PSDB, eleito com 92 votos.

Vereador Roberto Verissimo Dos Santos, PL, eleito com 91 votos.

Vereador Rodolfo Mansoleli, MDB, eleito com 65 votos.

ereador Sidinei Alexandrino Dutra, Republicanos, eleito com 105 votos, popular Sidinei da Saúde.

Vereadora Valdineia Giroto Reginato (Valdi), PSDB, eleita com 160 votos.

Vereador Vinicius Doratiotto Girotto, PSD, eleito com 111 votos.

Famílias Tradicionais
A seguir vamos contar um pouco de algumas famílias tradicionais da cidade de Oscar Bressane.
Família Niquinho
Abaixo, foto de Ana Baldin com filho Niquinho, avô materno no ex-prefeito, Luiz Antônio Romano, o Papinha e avô paterno do atual prefeito Anselmo Giroto.

O Niquinho (seu Antônio Giroto) é pai do Sebastião, Tião, (pai da Silmara, Alan e Antônio), Sérgio, (pai da Simome, Eder e Gustavo), Zinho (pai do Cristiano, Gisele e Márcia), o Nilson – memória – pai da Isadora e Wagner, o Beto (pai do prefeito Anselmo e seu irmão Amauri), à filha Tita, casada com o falecido Moacyr Romano, mãe do Luiz Antônio, ex-prefeito Papinha, Luciano (caiuú), e a Lirian casada com o Alessandro Paravin.
Lembrando, que essa história é contada por um bressanense.
Algumas informações detenho na memória.
Por exemplo, o pai do Anselmo atual prefeito conheço por Beto, desde quando meu pai (Antônio José Soares da Silva, falecido em 2006) trabalhava com os Niquinhos, portanto, para fins de relato, não vou pesquisar se o nome dele é Roberto, Alberto, ou qualquer que seja, vou chamar com o conheço, Beto.
Do mesmo modo a mãe do ex-prefeito Papinha, desde de criança a conheço por dona Tita, não vou pesquisar qual o nome próprio dela, vou a denominar no modo que a conheço.
Para que esses relatos sejam genuinamente histórias contadas por um bressanense, ser retirar as veracidades dos fatos e seus valores históricos.
Tonhão Giroto
Abaixo uma imagem do Antônio Aparecido Giroto, popular Tonhão, importante fazendeiro da região do Canjarana, bairro Botafogo, próximo a capela São Roque.

Alexandre Girotto
Nascido em 5 de agosto de 1869, em Cervarese Santa Croce, na província de Pádua, região do Vêneto, Itália.
Filho de Antonio Ghirotto, então com 39 anos, e de Carolina Faccin, com 22 anos, cresceu em um contexto familiar típico da época.
Ao longo de sua vida, casou-se com Eufrasia De Rossi, com quem constituiu uma grande família, tendo pelo menos seis filhos e seis filhas.
Alexandre faleceu em 3 de maio de 1951, em Oscar Bressane, no estado de São Paulo, Brasil, aos 81 anos de idade, deixando um legado familiar significativo.

Diversidade dos povos rurais
Oscar Bressane tem um povo diverso.
Por exemplo, marcadas por águas, os populares bairros.
Na água da sorte se hospedaram os espanhóis.
Na Bananeira fixaram os italianos, dentre eles Ângelo Giroto, e no Frutal, os Camilos.
Foi então que por volta de 1935, que os japoneses chegaram na Graminha, eles contribuíram muito, sobretudo para o desenvolvimento agrícola da região.
Galerias de fotos antigas:











Painel dos Desbravadores

Os prefeitos de Oscar Bressane
Analogamente, a história pode ser vista como um grande quebra-cabeça, no qual cada peça contribui para compreendermos melhor a nossa realidade.
Com esse propósito, pretendo, a partir de cada fato, personagem e acontecimento, acrescentar uma peça a esse mosaico chamado Oscar Bressane.
O primeiro prefeito municipal foi José Ambrósio dos Santos (1949–1953). Naquele período, ainda não existia o cargo de vice-prefeito.
Por meio de eleição direta, foi eleito José Anthero Roxo Neto (1953–1957), tendo como vice-prefeito Leônidas Quadros.
Em 1957, Anisor Rodrigues foi nomeado pelo então prefeito José Anthero Roxo Neto. No mesmo ano, Benedito Machado de Oliveira assumiu o cargo por nomeação da Câmara Municipal.
José Ambrósio dos Santos retornou à prefeitura no período de 1957 a 1961, com João Camillo como vice-prefeito.
Em 1961, assumiu o executivo Praxedes Ferreira Lima (1961–1965), tendo novamente João Camillo como vice.
Cabe aqui um parêntese: em 31 de março de 1964, foi instaurada no Brasil a Ditadura Militar.
Em 24 de abril de 1965, Euflasio Girotto assumiu como prefeito (1965–1969), tendo como vice Antônio Modesto Siqueira.
Na sequência, Paulo Garcia Filho governou de 1969 a 1973, com Manoel Alvares Carneiro como vice.
Em 1973, Euflasio Girotto retornou ao cargo, exercendo seu segundo mandato até 1977, tendo como vice Yukihiko Yoshimi, conhecido como Jukika.
Luiz Celso Giroto cumpriu seu primeiro mandato entre 1977 e 1983, ao lado do vice Urandi Sumensari.
Em 1985, chegou ao fim o período da Ditadura Militar no Brasil.
Em 1983, Edivaldo Ferreira assumiu a prefeitura, permanecendo no cargo até 1989. Seu mandato teve duração de seis anos devido às mudanças institucionais decorrentes da Constituição Federal de 1988, que restabeleceu as eleições diretas em todas as esferas do poder. Seu vice foi, Jukika (Yukihiko Yoshimi).
A partir desse momento, já tenho consciência política e passo a inserir minhas próprias impressões neste relato.
Em 1989, Luiz Celso Giroto foi eleito prefeito, tendo como vice Adhemar Garcia Júnior, o Adhemarzinho, para o mandato de 1989 a 1992.
Naquele período, as eleições eram realizadas por meio de cédulas impressas. As urnas eram recolhidas e levadas até Paraguaçu Paulista, sede da zona eleitoral, e os resultados eram divulgados apenas no dia seguinte, geralmente na segunda-feira, pela Rádio Marcondes AM.
Lembro-me bem daquele momento: fui à escola José Ambrósio dos Santos e, ao retornar para casa — onde morava, em uma chácara próxima ao Sebastião Honorato, descendo em direção à Água da Panela — ouvi, pela Rádio Marcondes, a notícia de que Luiz Celso Giroto e Adhemar Garcia Júnior, o Adhemarzinho (memória), haviam sido eleitos prefeito e vice-prefeito, respectivamente.
Naquela época, não havia reeleição, e o principal nome cotado para suceder Luiz Celso era o então vice-prefeito, Adhemarzinho.
Em momentos anteriores, Adhemarzinho recebeu de seu oponente, Edivaldo Ferreira, o apelido de “menino de ouro”. A eleição foi bastante disputada, sobretudo porque Edivaldo — farmacêutico — havia realizado um bom mandato, com obras importantes, como a construção da creche, da rodoviária, entre outras benfeitorias.
Adhemarzinho, de fato, era visto como um “menino de ouro”. No entanto, talvez não tivesse plenamente o perfil político exigido para o cargo. Era competente, técnico e preparado, mas seu papel mais marcante pode ter sido justamente aquele que exerceu ao longo da vida: o de auxiliar os prefeitos com sua sabedoria e experiência. Não que tenha sido um mau prefeito — não é isso. Apenas possuía qualidades técnicas indispensáveis, que o tornavam especialmente apto a assessorar o Executivo.
Ao final, Adhemar Garcia Júnior, ao lado de Salvador Mansolelli Neto, saiu vitorioso nas eleições, governando o município no período de 1993 a 1996.
O vice-prefeito, Salvador — conhecido como “Dô” — era professor de Educação Física na escola José Ambrósio dos Santos.
Luiz Celso e Adhemarzinho venceram a chapa adversária formada por José Sorilha e Evandro Mansolelli, conhecido como Birola.
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