Francisco de Assis Nogueira Filho 

Assis: 10 personalidades importantes

Francisco de Assis Nogueira Filho 

Francisco de Assis Nogueira Filho  é o tema deste artigo.

Serão contemplados personagens atuais e remotos.

Enfim, uma viagem emocionante. 

Saiba um pouco mais sobre a cidade de Assis.

Francisco de Assis Nogueira Filho 

Iniciamos com o primeiro personagem, o fundador de Assis, cujo o nome da cidade (Assis) é dedicado ao seu primeiro sobrenome.

O fundador de Assis, nasceu em 25 de fevereiro de 1821, na cidade mineira de Baependi/MG.

Faleceu em 02 de julho de 1908, na cidade de Assis/SP.

Após décadas de disputas e negociações, o capitãoFrancisco de Assis Nogueira Filho consolidou, no início do século XX.

Tornando-se um dos episódios mais marcantes da história fundiária regional. 

Foi então que em 1905, ele efetivou a doação de 80 alqueires de terra à Igreja Católica — compromisso assumido ainda no século XIX.

Neste momento iniciou o processo de aquisição e regularização de uma vasta área recém adquirida.

Assis é uma promessa

A origem da promessa remonta a 9 de julho de 1856, data em que o capitão adquiriu cerca de 6.380 alqueires de terras.

Tal escritura, portanto, foi lavrada no município de Casa Branca (SP). 

À época, a região era ocupada por desbravadores, posseiros, grileiros e também por grupos indígenas, que resistiam à ocupação de seus territórios tradicionais.

Diante da complexidade para garantir a posse legal da área, Francisco de Assis Nogueira Filho assumiu o compromisso de doar parte das terras à Igreja.

Este trabalho é fruto de muita pesquisa e dedicação, por isso, vamos atualizando o artigo quase diariamente.

Portanto, frequente-o em outras ocasiões, mas, cuidado, conteúdo “viciante”.

Embora, não haja contra indicação.

Primeira tentativa frustradas

A primeira tentativa de doação ocorreu em 1880, mas foi recusada pelos padres naquele momento.

A disputa judicial pelas terras se arrastou por anos e só foi concluída em 7 de setembro de 1904.

Foi quando a Justiça determinou a retirada dos grileiros e reconheceu o direito de posse. 

O registro oficial foi lavrado em Campos Novos Paulista, consolidando a vitória jurídica do capitão.

Perder para ganhar 

Mesmo não permanecendo com a totalidade da área adquirida — mais de 3 mil alqueires ficaram sob sua posse.

Enquanto o restante coube ao sócio Machado de Lima —, o capitão cumpriu sua palavra. 

No ano seguinte à decisão judicial, formalizou a doação dos 80 alqueires à Igreja Católica.

Desse modo se encerra um capítulo de longa disputa e reafirmando seu compromisso assumido décadas antes.

Doação a Deus 

Foi nesse contexto que o Capitão Assis realizou diversas doações de terras, marcando profundamente a formação territorial da região. 

Entre elas, destinou ao padre Paulo de Mayo, de Campos Novos Paulista.

A gleba conhecida como Pão de Santo Antônio, sob o patrocínio do Sagrado Coração de Jesus e de São Francisco de Assis.

Causa justa

Ao advogado da causa, Francisco Eugênio Martins Ribeiro, foi cedido uma área de 500 alqueires. 

Já uma parcela significativa, totalizando 1.196 alqueires, acabou nas mãos de grileiros, evidenciando as fragilidades na regularização fundiária da época.

Ao final de sua vida, o Capitão Assis, falecido em 1908, possuía apenas 1.876 alqueires — uma redução expressiva de seu patrimônio original. 

Para se ter dimensão das perdas, ele deixou de controlar parte das terras às margens do Rio Pary,.

Que hoje compreende os municípios de Platina, Palmital e Cândido Mota.

A doação de terras, foi marco essencial para fundação do município de Assis (01 de julho de 1905).

Então o patrimônio, Três Barras, passou a se chamar Patrimônio de Assis, em homenagem ao seu fundador, Capitão Francisco de Assis Nogueira Filho.

Antecessores 

A história de Assis é marcada pelo desbravador José Thedoro de Souza, de origem de Pouso Alegre, MG, que chegou à nossa região em 1855. 

Dados históricos dão conta de que ele foi muito impiedoso com os povos originários. 

A morte em massa de índios é um dos motivos para urgência.

Pois isso, ocorreu a obtenção de licença para construção do cemitério no Taquaral.

Isso ocorreu mesmo antes da capela.

Matavam-se os nativos. Trucidaram-no. Mas efetuava-se cristãmente o sepultamento”. (Adriano Campanhole – História da Fundação de Assis – 1985).

O Cemitério

Relatos históricos apontam que, em 22 de abril de 1885, foi implantado o primeiro cemitério.

Localizado na região do Taquaral, área que hoje integra o município de Assis.

A iniciativa é atribuída a Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho.

Foi quando o bispo de São Paulo, que teria atendido a uma necessidade urgente da população local.

Naquele período, a região vivia um contexto de intensas disputas territoriais e conflitos, envolvendo povos originários, grileiros e desbravadores.

Como consequência, o número de mortes aumentava significativamente, tornando indispensável a criação de um espaço adequado para sepultamentos.

A instalação do cemitério não apenas atendeu a uma demanda prática, mas também simbolizou um passo importante na organização social e religiosa da comunidade nascente.

Esse episódio revela um aspecto pouco explorado da história regional.

Destacando as dificuldades enfrentadas nos primeiros anos de povoamento e os impactos dos conflitos sobre a formação das cidades.

O cemitério do Taquaral, nesse sentido, torna-se um testemunho silencioso de um período marcado por tensões, perdas e transformações.

Localizado entre as imediações da UNESP e o aeroporto, ficava localizado o antigo cemitério.

Que permanece apenas na memória de antigos moradores e em registros históricos pouco difundidos. 

Relatos orais indicam que vestígios do antigo cemitério ainda eram lembrados por gerações passadas.

Facilitando e reforçando a importância de preservar essas narrativas como parte do patrimônio histórico imaterial.

Um lugar tão, tão distante

No passado, quando as viagens eram feitas a cavalo, Assis era considerada um lugar muito distante.

Por exemplo, levava-se cerca de quatro dias desde São Manuel, hoje cerca de 2h40 de carro.

Aproximadamente cinco dias de Botucatu, aproximadamente 2h40 de veículo.

Até Sorocaba, sete dias à cavalo, atualmente cerca de 4 horas atualmente de carro.

Para chegar a capital do estado à cavalo levava até dez dias, hoje, de 5 e 6 horas de carro hoje).

Breve biografia do Capitão Assis

Francisco de Assis Nogueira Filho é mineiro de Baependi, MG, filho de Francisco de Assis Nogueira.

O pai do Capitão

O pai do capitão, compra terras em Sant’Ana, atualmente Botucatu. 

Quem cuida da regularização das terras do “pai do capitão” é seu filho Brás de Assis Nogueira (irmão do capitão Assis) que foi vereador na cidade de Botucatu entre os anos de 1860 a 1864.

Onde morou o capitão?

Capitão Assis passa boa parte do tempo na cidade de Caconde, SP.

Capitão Assis tem pouca memória de Minas Gerais, afinal ele veio para o território paulista com apenas 8 anos, se alojando na cidade paulista de Caconde.

Depois de adulto, sua trajetória é marcada por passagens por Álvares Machado, Lençóis Paulista, Brota, Campos Novos Paulistas e Assis por último, onde permaneceu por uma década e ajudou a fundar a cidade que hoje leva seu nome.

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