Uncategorized Archives - PROFESSOR MÁRCIO ALEXANDRE https://marcioalexandre.com.br/category/assis-sp/uncategorized/ Professor Marcio Alexandre Thu, 23 Jul 2026 22:50:31 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 Farmar Aura de Assis – SP https://marcioalexandre.com.br/farmar-aura-de-assis-sp/ https://marcioalexandre.com.br/farmar-aura-de-assis-sp/#respond Thu, 23 Jul 2026 21:46:53 +0000 https://marcioalexandre.com.br/?p=8053 Farmar Aura de Assis – SP acontece na cidade. Dessa forma, está chegando o maior Campeonato de Farmar Aura da cidade. O evento promete reunir a comunidade, fomentar a competição e premiar os melhores. Farmar Aura Com o lema Aura não é sorte, é constância!, o campeonato convida os participantes a mostrarem dedicação. Afinal, a […]

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Farmar Aura de Assis – SP acontece na cidade.

Dessa forma, está chegando o maior Campeonato de Farmar Aura da cidade.

O evento promete reunir a comunidade, fomentar a competição e premiar os melhores.

Farmar Aura

Com o lema Aura não é sorte, é constância!, o campeonato convida os participantes a mostrarem dedicação.

Afinal, a ideia é simples: Farme Aura, suba de nível e seja lenda!.

Além disso, o encontro vai acontecer no Parque Buracão, um dos pontos mais conhecidos de Assis, no dia 05 de Agosto.
Isso porque o local foi escolhido justamente por representar a força e a identidade da cidade.

O que pretende? Farmar Aura de Assis – SP

Durante o campeonato os participantes vão poder, segundo o convite do banner.

– Subir de nível e conquistar seu lugar.

– Competir por premiações para os melhores.

– Fortalecer a comunidade, a conexão e o espírito competitivo.

O evento aposta em unir lazer, desafio e cultura local, trazendo uma proposta nova para Assis.

Serviço: Farmar Aura de Assis – SP

O quê: Campeonato de Farmar Aura de Assis – SP  

Quando: 05 de Agosto de 2026.

Onde: Parque Buracão – Assis – SP  

O que é Farmar Aura?

Primeiramente, pense assim: aura é aquela vibe que a pessoa passa.

É aquela sensação de quando alguém chega num lugar e todo mundo sente.  

Na prática, aura é dedicação. 

É constância.

É você estar ali todo dia, mesmo sem ninguém ver.

Ou seja, é treino, é esforço, é presença.

Farmar Aura

Farmar Aura, então, é isso: acumular essa energia na raça. 

Afinal, não é sorte de aparecer um dia e ser reconhecido.

Farmar aqui tem o sentido de plantar e colher. 

É ralar, treinar, evoluir, cair e levantar de novo. Em outras palavras, é subir de nível na vida real.

Tema do campeonato

Por isso, o lema do campeonato é Aura, não é sorte, é constância!

E quando dizemos Farme Aura, suba de nível e seja lenda!, o que queremos dizer é: vem, se dedica, mostra seu valor e constrói sua história aqui em Assis.

No fim das contas, farmar aura é sobre ser lembrado não por um momento, mas por tudo que você construiu com trabalho.

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A História da Camisa Nº 10 da Seleção Brasileira: O Manto que Virou Símbolo do Futebol Mundial https://marcioalexandre.com.br/a-historia-da-camisa-no-10-da-selecao-brasileira-o-manto-que-virou-simbolo-do-futebol-mundial/ https://marcioalexandre.com.br/a-historia-da-camisa-no-10-da-selecao-brasileira-o-manto-que-virou-simbolo-do-futebol-mundial/#respond Mon, 18 May 2026 17:58:41 +0000 https://marcioalexandre.com.br/?p=7592 Poucas camisas no mundo carregam tanto significado quanto a amarelinha da Seleção Brasileira. Mais do que um uniforme esportivo, ela se tornou símbolo de identidade nacional, emoção coletiva e paixão pelo futebol. Cada detalhe representa gerações de brasileiros que encontraram nos gramados motivos para sonhar, comemorar e se orgulhar do país. Quer compar essa camiseta […]

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Poucas camisas no mundo carregam tanto significado quanto a amarelinha da Seleção Brasileira.

Mais do que um uniforme esportivo, ela se tornou símbolo de identidade nacional, emoção coletiva e paixão pelo futebol.

Cada detalhe representa gerações de brasileiros que encontraram nos gramados motivos para sonhar, comemorar e se orgulhar do país.

Quer compar essa camiseta acesse aqui.

Nossas camisas de time de futebol são muito mais do que simples peças de roupa.

Elas carregam consigo uma emoção indescritível, um sentimento de pertencimento e a história de vitórias e desafios superados.

Usar a camisa do seu time do coração é expressar amor, lealdade e a paixão pelo esporte que une pessoas ao redor do mundo.

A tradicional camisa amarela nasceu oficialmente após a dolorosa derrota do Brasil na final da Copa do Mundo de 1950, episódio conhecido como Maracanazo.

A partir daquele momento, surgiu a necessidade de criar um novo símbolo para a seleção. Em 1953, foi lançado o uniforme amarelo com detalhes verdes, inspirado nas cores da bandeira nacional.

Nascia ali a lendária “amarelinha”.

Com o passar das décadas, a camisa da Seleção Brasileira deixou de ser apenas um uniforme e passou a representar um estilo único de jogar futebol.

O mundo passou a admirar a criatividade, a alegria e a habilidade dos jogadores brasileiros.

10 do Pelé

E dentro dessa história, nenhum número ganhou tanto peso quanto a camisa 10.

As camisas são fáceis de lavar e mantêm suas cores vibrantes mesmo após muitas lavagens, garantindo que você possa usar seu manto com orgulho por muitos anos.

Elas também são uma ótima opção de presente para aquele amigo ou ente querido apaixonado por futebol.

O número 10 se transformou em um símbolo eterno após ser usado por Pelé na conquista da Copa do Mundo FIFA de 1958.

Ainda muito jovem, Pelé encantou o planeta e mudou para sempre a história do futebol.

Desde então, vestir a camisa 10 da Seleção Brasileira passou a significar carregar a responsabilidade de representar o talento e a genialidade do futebol arte.

Veja modelo de camisa aqui.

Outros 10

Ao longo dos anos, outros craques eternizaram esse legado, como Zico, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e, mais recentemente, Neymar Jr..

Cada geração trouxe sua própria identidade, mas todas mantiveram viva a essência do futebol brasileiro: ousadia, criatividade e paixão.

A camisa apresentada nesta edição homenageia exatamente esse legado.

Seu design moderno mantém viva a tradição da Seleção Brasileira, unindo história, cultura e emoção em uma peça que vai além do esporte.

Ela representa noites inesquecíveis, gols históricos, comemorações em família e o sentimento de milhões de torcedores que enxergam no futebol uma parte da alma brasileira.

Vestir a camisa 10 da Seleção não é apenas torcer.

É carregar nas costas uma história construída por lendas e alimentada pela paixão de um país inteiro.

Envolva-se no espírito do jogo e vista-se com orgulho. Compre sua camisa de time de futebol hoje mesmo e experimente a emoção de fazer parte desta grande comunidade!

Você poderá personalizar sua camisa com o nome e número do jogador que preferir, ou ainda se preferir com seu nome.

Tamanhos e medidas


 



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Francisco de Assis Nogueira Filho  https://marcioalexandre.com.br/francisco-de-assis-nogueira-filho/ https://marcioalexandre.com.br/francisco-de-assis-nogueira-filho/#respond Thu, 30 Apr 2026 19:34:04 +0000 https://marcioalexandre.com.br/?p=7519 Francisco de Assis Nogueira Filho  é o tema deste artigo. Serão contemplados personagens atuais e remotos. Enfim, uma viagem emocionante.  Saiba um pouco mais sobre a cidade de Assis. Francisco de Assis Nogueira Filho  Iniciamos com o primeiro personagem, o fundador de Assis, cujo o nome da cidade (Assis) é dedicado ao seu primeiro sobrenome. […]

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Francisco de Assis Nogueira Filho  é o tema deste artigo.

Serão contemplados personagens atuais e remotos.

Enfim, uma viagem emocionante. 

Saiba um pouco mais sobre a cidade de Assis.

Francisco de Assis Nogueira Filho 

Iniciamos com o primeiro personagem, o fundador de Assis, cujo o nome da cidade (Assis) é dedicado ao seu primeiro sobrenome.

O fundador de Assis, nasceu em 25 de fevereiro de 1821, na cidade mineira de Baependi/MG.

Faleceu em 02 de julho de 1908, na cidade de Assis/SP.

Após décadas de disputas e negociações, o capitãoFrancisco de Assis Nogueira Filho consolidou, no início do século XX.

Tornando-se um dos episódios mais marcantes da história fundiária regional. 

Foi então que em 1905, ele efetivou a doação de 80 alqueires de terra à Igreja Católica — compromisso assumido ainda no século XIX.

Neste momento iniciou o processo de aquisição e regularização de uma vasta área recém adquirida.

Assis é uma promessa

A origem da promessa remonta a 9 de julho de 1856, data em que o capitão adquiriu cerca de 6.380 alqueires de terras.

Tal escritura, portanto, foi lavrada no município de Casa Branca (SP). 

À época, a região era ocupada por desbravadores, posseiros, grileiros e também por grupos indígenas, que resistiam à ocupação de seus territórios tradicionais.

Diante da complexidade para garantir a posse legal da área, Francisco de Assis Nogueira Filho assumiu o compromisso de doar parte das terras à Igreja.

Este trabalho é fruto de muita pesquisa e dedicação, por isso, vamos atualizando o artigo quase diariamente.

Portanto, frequente-o em outras ocasiões, mas, cuidado, conteúdo “viciante”.

Embora, não haja contra indicação.

Primeira tentativa frustradas

A primeira tentativa de doação ocorreu em 1880, mas foi recusada pelos padres naquele momento.

A disputa judicial pelas terras se arrastou por anos e só foi concluída em 7 de setembro de 1904.

Foi quando a Justiça determinou a retirada dos grileiros e reconheceu o direito de posse. 

O registro oficial foi lavrado em Campos Novos Paulista, consolidando a vitória jurídica do capitão.

Perder para ganhar 

Mesmo não permanecendo com a totalidade da área adquirida — mais de 3 mil alqueires ficaram sob sua posse.

Enquanto o restante coube ao sócio Machado de Lima —, o capitão cumpriu sua palavra. 

No ano seguinte à decisão judicial, formalizou a doação dos 80 alqueires à Igreja Católica.

Desse modo se encerra um capítulo de longa disputa e reafirmando seu compromisso assumido décadas antes.

Doação a Deus 

Foi nesse contexto que o Capitão Assis realizou diversas doações de terras, marcando profundamente a formação territorial da região. 

Entre elas, destinou ao padre Paulo de Mayo, de Campos Novos Paulista.

A gleba conhecida como Pão de Santo Antônio, sob o patrocínio do Sagrado Coração de Jesus e de São Francisco de Assis.

Causa justa

Ao advogado da causa, Francisco Eugênio Martins Ribeiro, foi cedido uma área de 500 alqueires. 

Já uma parcela significativa, totalizando 1.196 alqueires, acabou nas mãos de grileiros, evidenciando as fragilidades na regularização fundiária da época.

Ao final de sua vida, o Capitão Assis, falecido em 1908, possuía apenas 1.876 alqueires — uma redução expressiva de seu patrimônio original. 

Para se ter dimensão das perdas, ele deixou de controlar parte das terras às margens do Rio Pary,.

Que hoje compreende os municípios de Platina, Palmital e Cândido Mota.

A doação de terras, foi marco essencial para fundação do município de Assis (01 de julho de 1905).

Então o patrimônio, Três Barras, passou a se chamar Patrimônio de Assis, em homenagem ao seu fundador, Capitão Francisco de Assis Nogueira Filho.

Antecessores 

A história de Assis é marcada pelo desbravador José Thedoro de Souza, de origem de Pouso Alegre, MG, que chegou à nossa região em 1855. 

Dados históricos dão conta de que ele foi muito impiedoso com os povos originários. 

A morte em massa de índios é um dos motivos para urgência.

Pois isso, ocorreu a obtenção de licença para construção do cemitério no Taquaral.

Isso ocorreu mesmo antes da capela.

Matavam-se os nativos. Trucidaram-no. Mas efetuava-se cristãmente o sepultamento”. (Adriano Campanhole – História da Fundação de Assis – 1985).

O Cemitério

Relatos históricos apontam que, em 22 de abril de 1885, foi implantado o primeiro cemitério.

Localizado na região do Taquaral, área que hoje integra o município de Assis.

A iniciativa é atribuída a Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho.

Foi quando o bispo de São Paulo, que teria atendido a uma necessidade urgente da população local.

Naquele período, a região vivia um contexto de intensas disputas territoriais e conflitos, envolvendo povos originários, grileiros e desbravadores.

Como consequência, o número de mortes aumentava significativamente, tornando indispensável a criação de um espaço adequado para sepultamentos.

A instalação do cemitério não apenas atendeu a uma demanda prática, mas também simbolizou um passo importante na organização social e religiosa da comunidade nascente.

Esse episódio revela um aspecto pouco explorado da história regional.

Destacando as dificuldades enfrentadas nos primeiros anos de povoamento e os impactos dos conflitos sobre a formação das cidades.

O cemitério do Taquaral, nesse sentido, torna-se um testemunho silencioso de um período marcado por tensões, perdas e transformações.

Localizado entre as imediações da UNESP e o aeroporto, ficava localizado o antigo cemitério.

Que permanece apenas na memória de antigos moradores e em registros históricos pouco difundidos. 

Relatos orais indicam que vestígios do antigo cemitério ainda eram lembrados por gerações passadas.

Facilitando e reforçando a importância de preservar essas narrativas como parte do patrimônio histórico imaterial.

Um lugar tão, tão distante

No passado, quando as viagens eram feitas a cavalo, Assis era considerada um lugar muito distante.

Por exemplo, levava-se cerca de quatro dias desde São Manuel, hoje cerca de 2h40 de carro.

Aproximadamente cinco dias de Botucatu, aproximadamente 2h40 de veículo.

Até Sorocaba, sete dias à cavalo, atualmente cerca de 4 horas atualmente de carro.

Para chegar a capital do estado à cavalo levava até dez dias, hoje, de 5 e 6 horas de carro hoje).

Breve biografia do Capitão Assis

Francisco de Assis Nogueira Filho é mineiro de Baependi, MG, filho de Francisco de Assis Nogueira.

O pai do Capitão

O pai do capitão, compra terras em Sant’Ana, atualmente Botucatu. 

Quem cuida da regularização das terras do “pai do capitão” é seu filho Brás de Assis Nogueira (irmão do capitão Assis) que foi vereador na cidade de Botucatu entre os anos de 1860 a 1864.

Onde morou o capitão?

Capitão Assis passa boa parte do tempo na cidade de Caconde, SP.

Capitão Assis tem pouca memória de Minas Gerais, afinal ele veio para o território paulista com apenas 8 anos, se alojando na cidade paulista de Caconde.

Depois de adulto, sua trajetória é marcada por passagens por Álvares Machado, Lençóis Paulista, Brota, Campos Novos Paulistas e Assis por último, onde permaneceu por uma década e ajudou a fundar a cidade que hoje leva seu nome.

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Oscar Bressame (SP) https://marcioalexandre.com.br/oscar-bressame-sp/ https://marcioalexandre.com.br/oscar-bressame-sp/#respond Thu, 23 Apr 2026 13:27:58 +0000 https://marcioalexandre.com.br/?p=7427 Oscar Bressane, uma joia escondida no interior do estado de São Paulo. Fica localizada a 470 Km da capital paulista, cidade de São Paulo. De acordo com o censo demográfico de 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o município de Oscar Bressane, localizado no interior de São Paulo, possui 2.504 habitantes distribuídos […]

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Oscar Bressane, uma joia escondida no interior do estado de São Paulo.

Fica localizada a 470 Km da capital paulista, cidade de São Paulo.

De acordo com o censo demográfico de 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o município de Oscar Bressane, localizado no interior de São Paulo, possui 2.504 habitantes distribuídos em uma área territorial de 222,13 km².

Isso representa uma densidade demográfica de 11,12 habitantes por km², característica típica de cidades pequenas do interior paulista.

Oscar Bressane faz divisa com apenas quatro municípios: Lutécia, Echaporã, Pompéia e Oriente, reforçando sua posição estratégica na região.

Apresentação inicial

Esta narrativa é construída a partir do olhar de um bressanense — professor, escritor e historiador — Márcio Alexandre da Silva. Por isso, carrega não apenas o rigor da pesquisa, mas também a sensibilidade de quem viveu parte dos acontecimentos aqui relatados.

Dedico parte da minha trajetória ao registro da história de municípios como Oscar Bressane, onde nasci; Cândido Mota, onde trabalhei por quase duas décadas; e Assis, cidade onde resido atualmente. Trata-se de um trabalho exigente, que demanda tempo, cuidado e responsabilidade, mas que também é profundamente gratificante.

As pesquisas são realizadas, em grande parte, nos meus escassos momentos livres, já que atuo como professor efetivo da rede estadual de ensino de São Paulo (SEDUC-SP), em exercício na Escola Estadual Dom Antônio José dos Santos, na cidade de Assis (SP).

Por isso, este espaço está em constante construção. Recomenda-se a visita frequente a este site e a este artigo, que são atualizados continuamente com base em novas fontes, descobertas e revisões históricas.

Breve resumo até emancipação político administrativa

Os desbravadores, Jaime e André Sanches e Salvador Zurano, adquiriam uma gleba de terras nos arredores dos córregos da Cotia (saída pelo antigo matadouro) e da Bananeira (matadouro novo desativado).

Foi em 1921, no mês de dezembro, foi instituído Distrito de Paz.

Em novembro de 1938, passou a denominar Tabajara.

Foi agregado a Campos Novos Paulistas e voltou a ser chamado Vila Fortuna.

Posteriormente foi anexado ao município de Lutécia em novembro de 1944, sobre o título de Amarílis.

Foi em dezembro de 1948, erigido munícipio com o título de Oscar Bressane.

Um pouco da história de Oscar Bressane

Primeiro vamos esclarecer quem foi Coronel Sanches de Figueiredo?

Ele, natural de Alfenas, MG, mineiro como tantos outros, advindo ao interior do estado de São Paulo, muito provavelmente pelo fato histórico da crise do ouro do vizinho estado rico em exploração de minérios.

A história de Francisco Sanches Figueiredo teve início por volta de 1875 quando adquiriu terras José Theodoro de Souza, no início da fazenda Palmital. No ano de 1876 adquiriu a fazenda Taquara

Em 1889 (aproximadamente) mudou-se para São José do Rio Novo, atualmente em Icém, SP.

 Após a morte do coronel Figueiredo, em 1912, loteou a fazenda Fortuna.Por isso, por muito tempo, os mais antigos chamavam a cidade de Vila Fortuna.

Cidade de Oscar Bressane

No dia 13 de novembro de 1933, a sede foi transferida para Vila Fortuna, antiga Fazenda Fortuna, localizada onde hoje está o município de Oscar Bressane, SP.

Em 30 de novembro de 1938, a sede foi transferida para Echaporã (aproximadamente 30 km), marcando uma nova etapa na sua trajetória.

Após seis anos, em 30 de novembro de 1944, a sede foi anexada ao município de Lutécia (aproximadamente 16 km), passando a se chamar Amarílis — nome inspirado na flor típica dessa região, naquela época.

No dia 24 de dezembro de 1948, após anos de crescimento e transformações, a localidade foi finalmente elevada à categoria de município.

O município de Oscar Bressane, no interior de São Paulo, recebeu esse nome em homenagem a Oscar Augusto de Barros Bressane, que atuava como assessor político e teve papel de destaque na região.

A escolha do nome buscou valorizar sua contribuição e preservar sua memória na história local

Durante o processo de emancipação política do município, Oscar Augusto de Barros Bressane faleceu tragicamente em um acidente automobilístico, deixando sua marca na história local e sendo.tragicamente em um acidente automobilístico, deixando sua marca na história local e sendo.

Povos originais

Essas terras eram habitadas por Caa-caing, traduzido por “gente do mato”.

Outros que povoavam eram coroados, por causa da cor do cabelo.

Os primeiros colonizadores

Foram chegando outros exploradores, afinal, o povos originários já exploravam essa região, por ano, quiçá séculos.

Os denominados Bandeirantes, chegaram na “boca do sertão”, nas proximidades de Campos Novos Paulista.
A fazenda Fortuna era propriedade dos Figueiredos e era muito imensa, como já vimos anteriormente.

Dois povos originários se destacaram por aqui: Caingangue a Caa-caing.

Oscar Bressane fica localizada no coração do estado de São Paulo.

Era ano de 1920, os desbravadores Cândido Luiz da Silva, Galdino Martins, José Botelho e Marciliano Pires de Moraes, chegaram a nossa região.

As terras eram férteis, isso atraiu muitas famílias, algumas advindas da Europa.

No ano de 1923, advindo de Itápolis, a família Giroto, se instalou no bairro da Água da Bananeira (onde nasci em 1977) na propriedade do Atílio Giroto.

A família do Ângelo Giroto, os filhos eram, dentre outros, Atílio, Antônio (Tonhão), Yolanda (casada com Ângelo Floreste), Osório e  Agenor.

Abaixo uma imagem do Antônio Aparecido Giroto, popular Tonhão, importante fazendeiro da região do Canjarana, bairro Botafogo, próximo a capela São Roque.

Fonte: Câmara Municipal
Antônio Giroto (Tonhão)
Fonte: Câmara Municipal

Os pioneiros

Depois chegaram outros europeus, entre eles os espanhóis, sendo eles, André Espejo Bernal, Jaime Sanches, José Mansano Garcia e Salvador Zurano.

José Mansano Garcia tornou-se proprietário de parte da Fazenda Fortuna, doou parte do terreno para construção da capela, hoje sede da paróquia Nossa Senhora do Carmo, Diocese de Assis, SP.

Assim começaram a surgir os primeiros comércios, tais como o armazém do Florêncio Navarro e a drogaria do José Antero Roxo.

No ano de 1933 a Casa Libanesa, fundada por Elias Tanus, pai do Jorgem, Tânus Elias, popular Tominho Elias, pai do ex-prefeito, Marcos Antônio Elias (prefeito por duas gestão 2009-2016, Rosângela e Tânus Elias Junior – falecido em 1989).

O senhor Elias Tanus foi casado com dona Helena, a casa comercial e residencial ficava localizada, nas proximidades do atual correio, em frente a praça da igreja matriz, onde foi por muito tempo a casa do ex-prefeito Paulo Garcia Júnior e dona Nena, ambos já falecidos.

Não raras vezes dona Helena, pessoa extremamente caritativa, doava refeições aos viajantes, que se locomovia via animais (cavalos e bois) e muitos deles pernoitavam nas imediações do comércio do seu Elias Tanus.

Abaixo uma fotografia de seu Elias, dona Helena e seus filhos, alguns já citados anteriormente.

Acervo: Câmara Municipal de Oscar Bressane
Acervo: Câmara Municipal de Oscar Bressane

Administradores e legisladores

Começamos pelo poder excecutivo.

Prefeito

No dia 07 de outubro de 2024, Anselmo Giroto, PL, foi eleito com 1. 221 votos (57, 92%), com o vice, Francisco Cruz Neto, popular Chiquinho, filiado ao partido dos Republicanos.

Anselmo e Chiquinho foram eleitos para gestão de 2024/2028.

Anselmo Giroto é filho de Roberto Giroto, popular Beto do Niquinho, e Sebastiana dos Reis e irmão de Amauri.

 Sempre teve sua trajetória marcada pelo compromisso com o cuidado e o bem-estar das pessoas, atuando na área da saúde como enfermeiro.

Em 2016, foi eleito vereador pela primeira vez, iniciando sua caminhada na vida pública com dedicação ao município de Oscar Bressane.

Em 2020, foi reeleito com uma votação histórica, tornando-se o vereador mais votado da história da cidade.

Durante sua atuação na Câmara Municipal, também exerceu a importante função de presidente do Legislativo, trabalhando com responsabilidade, diálogo e transparência.

Reconhecido pela população por seu trabalho e compromisso com a comunidade, em 2024 foi eleito prefeito de Oscar Bressane para o mandato de 2025 a 2028, assumindo a missão de continuar cuidando das pessoas e promovendo o desenvolvimento do município.

Na administração atual o vice-prefeito é Francisco Cruz Neto, popular Chiquinho.

Casa legislativa

Presidente da Câmara – Giancarlo Girotto, PSD, eleito com 134 votos.

Vereador Edivando Gomes, PL, eleito com 130 votos.

Vereadora Fernanda Regina Tayetti Arantes, republicanos, eleita com 47 votos.

Vereador Kaio Esmolare De Andrade, PSDB, eleito com 92 votos.

Vereador Roberto Verissimo Dos Santos, PL, eleito com 91 votos.

Vereador Rodolfo Mansoleli, MDB, eleito com 65 votos.

ereador Sidinei Alexandrino Dutra, Republicanos, eleito com 105 votos, popular Sidinei da Saúde.

Vereadora Valdineia Giroto Reginato (Valdi), PSDB, eleita com 160 votos.

Vereador Vinicius Doratiotto Girotto, PSD, eleito com 111 votos.

Famílias Tradicionais

A seguir vamos contar um pouco de algumas famílias tradicionais da cidade de Oscar Bressane.

Família Niquinho

Abaixo, foto de Ana Baldin com filho Niquinho, avô materno no ex-prefeito, Luiz Antônio Romano, o Papinha e avô paterno do atual prefeito Anselmo Giroto.

O Niquinho (seu Antônio Giroto) é pai do Sebastião, Tião, (pai da Silmara, Alan e Antônio), Sérgio, (pai da Simome, Eder e Gustavo),  Zinho  (pai do Cristiano, Gisele e Márcia), o Nilson – memória – pai da Isadora e Wagner, o Beto (pai do prefeito Anselmo e seu irmão Amauri), à filha Tita, casada com o falecido Moacyr Romano, mãe do Luiz Antônio, ex-prefeito Papinha, Luciano (caiuú), e a Lirian casada com o Alessandro Paravin.

Lembrando, que essa história é contada por um bressanense. 

Algumas informações detenho na memória.

Por exemplo, o pai do Anselmo atual prefeito conheço por Beto, desde quando meu pai (Antônio José Soares da Silva, falecido em 2006) trabalhava com os Niquinhos, portanto, para fins de relato, não vou pesquisar se o nome dele é Roberto, Alberto, ou qualquer que seja, vou chamar com o conheço, Beto.

Do mesmo modo a mãe do ex-prefeito Papinha, desde de criança a conheço por dona Tita, não vou pesquisar qual o nome próprio dela, vou a denominar no modo que a conheço.

Para que esses relatos sejam genuinamente histórias contadas por um bressanense, ser retirar as veracidades dos fatos e seus valores históricos.

Tonhão Giroto

Abaixo uma imagem do Antônio Aparecido Giroto, popular Tonhão, importante fazendeiro da região do Canjarana, bairro Botafogo, próximo a capela São Roque.

Fonte: Câmara Municipal
Fonte: Câmara Municipal

Alexandre Girotto

Nascido em 5 de agosto de 1869, em Cervarese Santa Croce, na província de Pádua, região do Vêneto, Itália.

Filho de Antonio Ghirotto, então com 39 anos, e de Carolina Faccin, com 22 anos, cresceu em um contexto familiar típico da época.

Ao longo de sua vida, casou-se com Eufrasia De Rossi, com quem constituiu uma grande família, tendo pelo menos seis filhos e seis filhas.

Alexandre faleceu em 3 de maio de 1951, em Oscar Bressane, no estado de São Paulo, Brasil, aos 81 anos de idade, deixando um legado familiar significativo.

Diversidade dos povos rurais

Oscar Bressane tem um povo diverso.

Por exemplo, marcadas por águas, os populares bairros.

Na água da sorte se hospedaram os espanhóis.

Na Bananeira fixaram os italianos, dentre eles Ângelo Giroto, e no Frutal, os Camilos.

Foi então que por volta de 1935, que os japoneses chegaram na Graminha, eles contribuíram muito, sobretudo para o desenvolvimento agrícola da região.

Galerias de fotos antigas:

Painel dos Desbravadores

Os prefeitos de Oscar Bressane

Analogamente, a história pode ser vista como um grande quebra-cabeça, no qual cada peça contribui para compreendermos melhor a nossa realidade.

Com esse propósito, pretendo, a partir de cada fato, personagem e acontecimento, acrescentar uma peça a esse mosaico chamado Oscar Bressane.

Década de 50

O primeiro prefeito municipal foi José Ambrósio dos Santos (1949–1953). Naquele período, ainda não existia o cargo de vice-prefeito.

Por meio de eleição direta, foi eleito José Anthero Roxo Neto (1953–1957), tendo como vice-prefeito Leônidas Quadros.

Em 1957, Anisor Rodrigues foi nomeado pelo então prefeito José Anthero Roxo Neto. No mesmo ano, Benedito Machado de Oliveira assumiu o cargo por nomeação da Câmara Municipal.

José Ambrósio dos Santos retornou à prefeitura no período de 1957 a 1961, com João Camillo como vice-prefeito.

Década de 60

Em 1961, assumiu o executivo Praxedes Ferreira Lima (1961–1965), tendo novamente João Camillo como vice.

Cabe aqui um parêntese: em 31 de março de 1964, foi instaurada no Brasil a Ditadura Militar.

Em 24 de abril de 1965, Euflasio Girotto assumiu como prefeito (1965–1969), tendo como vice Antônio Modesto Siqueira.

Na sequência, Paulo Garcia Filho governou de 1969 a 1973, com Manoel Alvares Carneiro como vice.

Em 1973, Euflasio Girotto retornou ao cargo, exercendo seu segundo mandato até 1977, tendo como vice Yukihiko Yoshimi, conhecido como Jukika.

Luiz Celso Giroto cumpriu seu primeiro mandato entre 1977 e 1983, ao lado do vice Urandi Sumensari.

Em 1985, chegou ao fim o período da Ditadura Militar no Brasil.

Redemocratização

Em 1983, Edivaldo Ferreira assumiu a prefeitura, permanecendo no cargo até 1989. Seu mandato teve duração de seis anos devido às mudanças institucionais decorrentes da Constituição Federal de 1988, que restabeleceu as eleições diretas em todas as esferas do poder. Seu vice foi, Jukika (Yukihiko Yoshimi).

A partir desse momento, já tenho consciência política e passo a inserir minhas próprias impressões neste relato.

Década de 90

Em 1989, Luiz Celso Giroto foi eleito prefeito, tendo como vice Adhemar Garcia Júnior, o Adhemarzinho, para o mandato de 1989 a 1992.

Naquele período, as eleições eram realizadas por meio de cédulas impressas. As urnas eram recolhidas e levadas até Paraguaçu Paulista, sede da zona eleitoral, e os resultados eram divulgados apenas no dia seguinte, geralmente na segunda-feira, pela Rádio Marcondes AM.

Lembro-me bem daquele momento: fui à escola José Ambrósio dos Santos e, ao retornar para casa — onde morava, em uma chácara próxima ao Sebastião Honorato, descendo em direção à Água da Panela — ouvi, pela Rádio Marcondes, a notícia de que Luiz Celso Giroto e Adhemar Garcia Júnior, o Adhemarzinho (memória), haviam sido eleitos prefeito e vice-prefeito, respectivamente.

Naquela época, não havia reeleição, e o principal nome cotado para suceder Luiz Celso era o então vice-prefeito, Adhemarzinho.

Em momentos anteriores, Adhemarzinho recebeu de seu oponente, Edivaldo Ferreira, o apelido de “menino de ouro”. A eleição foi bastante disputada, sobretudo porque Edivaldo — farmacêutico — havia realizado um bom mandato, com obras importantes, como a construção da creche, da rodoviária, entre outras benfeitorias.

Adhemarzinho, de fato, era visto como um “menino de ouro”. No entanto, talvez não tivesse plenamente o perfil político exigido para o cargo. Era competente, técnico e preparado, mas seu papel mais marcante pode ter sido justamente aquele que exerceu ao longo da vida: o de auxiliar os prefeitos com sua sabedoria e experiência. Não que tenha sido um mau prefeito — não é isso. Apenas possuía qualidades técnicas indispensáveis, que o tornavam especialmente apto a assessorar o Executivo.

Ao final, Adhemar Garcia Júnior, ao lado de Salvador Mansolelli Neto, saiu vitorioso nas eleições, governando o município no período de 1993 a 1996.

O vice-prefeito, Salvador — conhecido como “Dô” — era professor de Educação Física na escola José Ambrósio dos Santos.

Luiz Celso e Adhemarzinho venceram a chapa adversária formada por José Sorilha e Evandro Mansolelli, conhecido como Birola.

Em 1996, Edivaldo Ferreira foi eleito prefeito, tendo como vice Evandro Mansolelli, o Birola, irmão de Salvador Mansolelli, conhecido como Do.

O mandato de Ferreira foi marcado por dificuldades e forte oposição, tornando-se um período conturbado. Ele optou por confrontar nomes influentes da política local, adotando, em alguns momentos, uma postura considerada revanchista.

Conta-se que conseguiu neutralizar completamente seu antecessor, Adhemarzinho, limitando sua atuação ao cumprimento de horário, sem qualquer contato com a população.

Edivaldo também promoveu mudanças na administração, substituindo o então chefe do almoxarifado e da frota da prefeitura, cargo que por muitos anos foi ocupado por Moacyr Romano, nomeando em seu lugar Messias Martinhão.

Foi, portanto, um governo instável e marcado por conflitos. Alguns conflitos pessoais, que não serão expostos aqui por não contribuírem para a análise da gestão administrativa do município. Como reflexo disso, Edivaldo tentou posteriormente se eleger vereador em outras ocasiões, sem sucesso. Vale lembrar que, a partir de 1997, passou a ser permitida a reeleição — ainda assim, ele não conseguiu se reeleger, mesmo estando no cargo.

Meu pai era um grande apoiador de Edivaldo e sempre votava nele. Brigas homéricas ocorreram por conta dessas situações. Ainda assim, confesso que sempre tive respeito por Edivaldo, tanto pelo excelente atendente de farmácia que foi quanto pelo cidadão distinto que sempre demonstrou ser.

Nessa mesma eleição, João Antônio Álvares Martines foi eleito vereador — um nome importante que merece ser lembrado.

Nesta eleição foram derrotados Luis Celso e José Sorrilha.

Um cena me marcou muito, quando a caravana da vitória de Edivaldo passou em frente a casa de Luis Celso, estava a frente para aplaudir os ganhadores, Luis Celso, Norma (falecida), filhos, parentes amigos de Luis Celso, mostrando o qual grande é a alma dessa família

Considerações finais

Em conclusão, esta narrativa reflete o olhar de um bressanense — professor, escritor e historiador — que reúne, ao mesmo tempo, pesquisa e vivência. Ao registrar a história de municípios como Oscar Bressane, busco preservar memórias, valorizar trajetórias e contribuir para a compreensão do nosso passado.

Trata-se de um trabalho contínuo, realizado nos momentos disponíveis, conciliado com minha atuação como professor efetivo da rede estadual de ensino de São Paulo (SEDUC-SP), em exercício na Escola Estadual Dom Antônio José dos Santos, em Assis (SP).

Assim, este conteúdo permanece em constante atualização, sendo fruto de novas pesquisas, revisões e contribuições. Fica o convite para que o leitor acompanhe este espaço, que segue em permanente construção.

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